terça-feira, 12 de junho de 2012

Assassinato muda rotina de familiares de Elize Matsunaga no Paraná

Assassinato muda rotina de familiares de Elize Matsunaga no Paraná

A repercussão do assassinato do executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, alterou a rotina da família de Elize Matsunaga, 30, em Chopinzinho, cidade com aproximadamente 20 mil habitantes, localizada na região sudoeste do Paraná. Na semana passada, durante interrogatório de quase oito horas no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em meio a uma discussão motivada por ciúmes. Desde então, de acordo com o advogado dos familiares da jovem, Auro Garcia, o assédio da imprensa tem sido constante.
— Descobriram Chopinzinho. A imprensa veio toda para cá. A mudança na rotina foi mais por causa da repercussão.
Garcia destaca que o caso “mexeu com a família”, que é “bastante conservadora”. Segundo ele, a mãe de Elize, Dilta Ramos Araújo, chegou a ser retirada da cidade “para descansar” na segunda-feira (11).
— Ela saiu por causa do problema de saúde. Estão tentando preservá-la.

A previsão era que Dilta — que faz tratamento contra um câncer — retornasse ainda na noite de segunda, conforme o advogado.

Confissão
Na tarde de quarta-feira (6), Elize deixou o DHPP após interrogatório no qual confessou ter matado e esquartejado o marido. Ela disse que atirou em Matsunaga em meio a uma discussão por ciúmes.

Na sequência, ela afirmou que arrastou o corpo do executivo para um quarto do apartamento e somente depois de cerca de dez horas o levou até o banheiro da empregada, onde fez o esquartejamento.

Reconstituição

A polícia realizou uma reconstituição do crime no apartamento em que o casal morava, na noite de quarta. Os trabalhos tiveram início por volta das 21h e se estenderam até a 1h de quinta-feira (7). Os peritos usaram um boneco do tamanho de um adulto para simular o corpo da vítima. Vestígios de sangue foram colhidos nos locais indicados por Elize e o material foi encaminhado ao IC (Instituto de Criminalística) para exames de DNA.

Agora, a polícia aguarda a conclusão dos laudos so IC e do IML (Instituto Médico Legal) para pedir a prisão preventiva de Elise Matsunaga. De acordo com o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP, o caso já está encerrado e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente já foram ouvidas.

Polícia espera laudos para concluir inquérito sobre empresário morto

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou nesta segunda-feira (11) que a polícia aguarda a conclusão dos laudos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal) para pedir a prisão preventiva de Elise Matsunaga. A mulher confessou ter assassinado o marido, Marcos Matsunaga, no dia 19 de maio.
De acordo com o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), responsável pela investigação, o caso já está encerrado e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente já foram ouvidas.


Entre as oitivas estava a da suposta amante de Marcos, motivo da briga entre o casal, que culminou com a morte do executivo. Segundo a SSP, a suposta amante prestou depoimento durante o feriado de Corpus Christi.

Amante
Em depoimento à Polícia Civil, a amante do empresário afirmou que tinha um caso com ele desde o início deste ano. Matsunaga já teria, inclusive, dado um carro de presente para ela. O depoimento foi ouvido na última sexta-feira (8), mas a polícia divulgou as informações apenas nesta segunda-feira.

Elize contratou um detetive para seguir os passos do marido nos 20 dias que antecederam o crime. Foi ele quem levou a polícia até a amante de Matsunaga, uma garota de programa.
Segundo o advogado da suspeita, Luciano Santoro, o detetive que gravou um vídeo onde Matsunaga é flagrado com a amante, também já teria prestado depoimento. Santoro disse que já tem novas estratégias para a defesa, mas que não pode falar sobre elas neste momento.

 

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