terça-feira, 26 de junho de 2012

A história dos telefones celulares

A história dos telefones celulares

Flávio Renato Para o TechTudo
Desde que foi criado em 1973 por Martin Cooper, o celular tem evoluído aos trancos e barrancos. Nos primeiros anos, os equipamentos pesavam muito e eram enormes, além de custarem gritantes US$ 4 mil. Hoje em dia, praticamente qualquer um pode ter um aparelho de baixo custo, pesando menos de 0,5 kg e menor do que a mão. Acompanhe com o TechTudo a história dos telefones celulares!
linhadotempo (Foto: linhadotempo)Linha do Tempo (Foto: Reprodução)
Anos 80: os primeiros anos
O ex-empregado da Motorola Martin Cooper apresentou ao mundo o primeiro celular, o Motorola DynaTAC, em 3 de abril de 1974 (cerca de um ano após a sua criação). De pé, perto do hotel New York Hilton, ele fixou uma estação base no outro lado da rua. O feito funcionou, mas apenas quase uma década depois o telefone particular finalmente chegou a público.
DynatacDynatac (Foto: Divulgação)
Em 1984, a Motorola liberou o Motorola DynaTAC ao público. Ele continha um teclado numérico de base, um display de uma linha e uma bateria deplorável com apenas uma hora de duração em tempo de conversação e 8 horas em modo de espera. Mesmo assim, era revolucionário para a época, razão pela qual apenas os mais ricos dos ricos podiam se dar ao luxo de comprar um ou pagar para o serviço de voz que custava US$ 50 por mês, não incluindo US$ 0,40/minuto durante o pico e US$ 0,24/minuto em outros horários.
O DynaTAC 8000X tinha 33 cm de altura, 4,5 cm de largura e 8,9 cm de espessura. Pesava 794 g, e era capaz de memorizar até 30 números. A tela de LED e a bateria relativamente grande mantinham o seu design meio "encaixotado". Funcionava na rede analógica, ou seja, NMT, tendo sido descontinuado apenas em 1994.
1989: a inspiração para telefones com flip
Seis anos após o DynaTAC aparecer, a Motorola deu mais um passo, apresentando o que se tornou a inspiração para o primeiro telefone de flip. Chamado de MicroTAC, este dispositivo analógico introduziu um revolucionário projeto: nele, o dispositivo de captura de voz era dobrado sobre o teclado. Além disso, ele media apenas 9 cm de comprimento e pesava menos de 0,5 kg, tornando-o o mais leve aparelho celular já produzido.

Anos 90
Foi durante os anos 90 que o tipo de tecnologia moderna de celular que você vê todos os dias começou a se formar. As primeiras mensagens de texto, processadores de sinais digitais e de alta tecnologia (redes iDEN, CDMA, GSM)  brotaram durante este período tumultuoso.
anos90Modelos famosos nos anos 90 (Foto: Reprodução)
1993: primeiro telefone PDA
Em 1993, a IBM e a BellSouth se uniram para lançar o Comunicador Pessoal Simon, o primeiro telemóvel a incluir funcionalidades de PDA. Não só poderia enviar e receber chamadas de voz, mas também servia como um livro de endereços, calculadora, pager e fax. Além disso, ele ofereceu pela primeira vez o touchscreen, que permitia que clientes usassem os dedos ou uma caneta para fazer chamadas e criar notas.
1996: primeiro telefone com flip
Meia década após o lançamento do MicroTAC, a Motorola lançou uma atualização conhecido como o StarTAC. Inspirado por seu antecessor, o StarTAC se tornou o primeiro telefone flip de verdade. Operou em redes GSM nos Estados Unidos, e incluía o suporte para mensagens de texto SMS, acrescentou funções digitais como uma agenda de contatos e foi o primeiro celular a suportar bateria de lítio. Além disso, o dispositivo pesava apenas 100 g.
Nokia6160Nokia 6160 (Foto: Divulgação)
1998: primeiro telefone em barra
Nokia apareceu em cena em 1998 com o telefone em barra, o Nokia 6160. Pesando apenas 160 gramas, o dispositivo ostentava um display monocromático, antena externa e uma bateria recarregável com um tempo de conversação de 3,3 horas. Por causa de seu preço e facilidade de uso, o Nokia 6160 acabou se tornando dispositivo mais vendido da Nokia da década de 90.
1999: precursor do smartphone BlackBerry
O primeiro dispositivo celular BlackBerry apareceu no final dos anos 90 como um Pager bidirecional. Ele apresentava um teclado QWERTY completo e poderia ser usado para transmitir mensagens SMS, e-mails e páginas. Além disso, ele ofereceu um display de 8 linhas, um calendário e um organizador. Devido a uma falta de interesse em dispositivos móveis de e-mail no momento, o aparelho foi usado tão somente por aqueles indivíduos que trabalhavam na indústria corporativa.

Anos 2000: a era smartphone

O novo milênio trouxe consigo o surgimento de câmeras integradas, redes 3G/GPRS/EDGE e smartphones, bem como a divulgação final da rede celular analógica em favor do trabalho em rede digital.
sony-ericssonSony Ericsson (Foto: Divulgação)
Com intuito de otimizar o tempo e trazer mais facilidades ao dia a dia, o smartphone se tornou indispensável, pois tornou possível navegar na Internet, ler e editar arquivos de textos, planilhas e acessar seus e-mails rapidamente.
2000: primeiro telefone bluetooth
O T36 Ericsson introduziu a tecnologia Bluetooth para o mundo celular, permitindo assim aos consumidores a conexão sem fio em seus telefones para seus computadores. O telefone também ofereceu conectividade no mundo inteiro através 900/1800/1900-band GSM, a tecnologia de reconhecimento de voz e Aircalendar, uma ferramenta que permitia ao consumidor receber atualizações em tempo real ao seu calendário ou agenda de contatos.
2002: primeiro smartphone BlackBerry
Em 2002 a Research in Motion (RIM) finalmente deslanchou. O PDA BlackBerry foi o primeiro a apresentar conectividade celular. Operando ao longo de uma rede GSM, o BlackBerry 5810 permitiu aos usuários enviar e-mails, organizar seus dados e preparar memorandos. Infelizmente, faltou nele um alto-falante e um microfone, ou seja, seus usuários eram obrigados a usar um fone de ouvido com um microfone acoplado.
Sanyo-SCPSanyo SCP (Foto: Divulgação)
2002: primeiro celular com câmera
A Sanyo SCP-5300 eliminou a necessidade de comprar uma câmera, pois foi o primeiro aparelho celular a incluir uma câmera integrada com um botão dedicado ao snapshot. Infelizmente, foi limitado a uma resolução de 640×480, zoom digital de 4x e 3 m de alcance. Independente disso, os usuários do telefone podiam tirar fotos em movimento e depois enviá-las para o seu PC utilizando uma suíte de software.
2004: primeiro telefone ultra fino
Antes do lançamento do Motorola RAZR V3 em 2004, os telefones tendiam a serem grandes e volumosos. O Razr mudou isso com seus ínfimos 14 mm de espessura. O telefone também incluía uma antena interna, um teclado gravado quimicamente e azul de fundo. Era, em essência, o primeiro telefone criado para não só fornecer grande funcionalidade, mas também exalar estilo e elegância.
ios4iPhone 4 (Foto: Divulgação)
2007: Apple iPhone
Quando a Apple entrou no setor de telefonia celular em 2007, tudo mudou. Apple substituiu o teclado convencional por um teclado touchscreen multi-touch que permitia que os clientes se sentissem como se estivessem fisicamente manipulando as ferramentas do celular com os dedos: clicar em links, alongar/encolher fotos e folhear álbuns. Além disso, ele trouxe a primeira plataforma cheia de recursos para telefones celulares. Era como se eles pegassem um sistema operacional de um computador e colocassem em um minúsculo telefone.

2012: atualmente
Só se passaram dois anos desde a virada da década e a tecnologia de telefonia celular só aumenta. A tecnologia 4G está em ascensão, o iPhone está em sua quinta geração e os smartphones mais tecnológicos podem gravar vídeos FullHD, reproduzir filmes completos e servir como um hotspot móvel para outros dispositivos. Se em tão pouco tempo o celular evoluiu tanto, imaginem quantas ferramentas estarão disponíveis para os próximos anos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Conheça histórias de casais que romperam por causa do Facebook

Conheça histórias de casais que romperam por causa do Facebook

Carolina Ribeiro Da redação
Uma pesquisa realizada pelo escritório de advocacia Divorce Online Found, no Reino Unido, revela que o Facebook é um dos maiores motivos de separação de casais. Segundo o estudo, que analisou 5 mil petições de divórcio, mais de 33% dos fins de relacionamento no ano passado apontam a rede social de Mark Zuckerberg como a grande vilã do término. Entre as principais queixas estão as postagens comprometedoras nos status, check-ins suspeitos em restaurantes e fotos inadequadas.
Mulher chateada com o parceiro (Foto: Reprodução/Daily Mail)Mulher chateada com o parceiro
(Foto: Reprodução/Daily Mail)
A estudante carioca Adriana Andrade, de 28 anos, descobriu pelo Facebook que o seu relacionamento estava por um triz. Em um momento de crise no namoro, ela resolveu entrar no perfil do DJ e namorado para ler as conversas e, segundo ela, “desencanar de vez”.

Para espanto dela, o parceiro andava conversando com uma menina, que ele havia conhecido em uma festa através de um amigo em comum, pelo chat do Facebook. No ambiente virtual, eles começaram a se comunicar pelo bate-papo da rede social e depois continuaram a conversa no Gtalk, do Gmail. Após ler as conversas, a estudante resolveu se separar do companheiro: “Depois disso eu tive certeza que tinha terminado.”
Mesmo com o fim da relação, a carioca e o DJ continuaram amigos e ele, inclusive, quis reatar o namoro. Mas depois de ela começar um novo relacionamento, o rapaz preferiu exclui-la do Facebook porque não queria saber detalhes sobre o atual parceiro da ex.

A história de Cláudio Silva*, de 38 anos, do Rio de Janeiro, não é diferente. Assim como Adriana, o carioca também estava desconfiado do parceiro. Ele conseguiu a senha do Facebook do namorado, e depois de se passar por ele no bate-papo da rede social descobriu que o companheiro estava tendo um caso. “Foi a gota d'água de uma relação que não estava boa para ambos."
Cláudio acredita que o distanciamento é fundamental para o fim de uma relação, e por isso ele ainda não fala com o ex. Por outro lado, o parceiro do carioca não reagiu bem a separação.

*O nome do entrevistado foi alterado na matéria a pedido dele

Facebook também ajuda a se dar bem
Com mais de 4 mil curtidas, o perfil Conselheiro Amoroso no Facebook se inspira no personagem Hitch (Will Smith) para dar dicas bem-humoradas e sinceras de relacionamento para os internautas com problemas afetivos.
Hitch aconselhando um cliente (Foto: Reprodução)Hitch aconselhando um cliente (Foto: Reprodução)
Conhecido na Internet como Luiz Moreno, o paulista de 25 anos e vice-presidente de uma empresa de tecnologia responde perguntas dos usuários solteiros e comprometidos na rede social. Por isso, a equipe do TechTudo perguntou para o guru do amor na web como os namorados devem se comportar no Facebook. Confira abaixo o que você não deve fazer na rede social, sob o risco de arruinar um relacionamento:
1. Não curta fotos sensuais
“Quando começamos um relacionamento é normal deixarmos de fazer algumas coisas que estávamos acostumados, não só na vida real como também na vida virtual. Mesmo com todas essas opções de privacidade, o Facebook ainda é muito invasivo. Uma simples curtida em uma foto sensual de alguém pode arruinar o seu relacionamento.
Sem contar que existe a opção de colocar o seu parceiro(a) na lista de "Melhores Amigos", aí é monitoramento 24 horas das atividades dessa pessoa. Além de receber notificações sobre tudo que a pessoa postar, na própria lista irá aparecer tudo o que ela comentou ou curtiu nos últimos dias.”
2. Cuidado com o que você publica
“Postagens polêmicas? Esqueça-as. Imagine a cena: você postando uma piada sobre sogras, e ela bem do lado do parceiro(a) vendo o seu perfil bem na hora. Não ia pegar muito bem!”
3. Pense no seu parceiro antes de postar uma foto comprometedora
“'Conselheiro, eu gosto de postar fotos minhas, posso continuar postando?' Depende, com qual a intenção? Se for para mostrar uma nova tatuagem, uma plástica, uma maquiagem, uma roupa nova, um viagem especial... pode até ser. Mas postar fotos suas com trajes indelicados, dá motivos suficientes para que o seu parceiro reclame e até rompa o relacionamento. Isso sem falar nos comentários e nas curtidas que sua foto irá receber. Use sempre o bom senso: não precisa se fechar para o mundo, mas lembre-se que você não está mais sozinho. Se coloque no lugar da pessoa e imagine a situação inversa antes de postar qualquer foto sua no Facebook.”
4. Use o bom senso
“Se eu pudesse dar uma dica a todos os casais que querem preservar seus relacionamentos, seria: não usem o Facebook. Mas eu sei que isso é impossível, pois o Facebook hoje já faz parte da vida das pessoas, então tenha sempre bom senso e lembre-se que, além do seu parceiro, todos os amigos e familiares estarão de olho em suas postagens.”

GPS 'engana' mulher bêbada e causa acidente em campo de golfe

GPS 'engana' mulher bêbada e causa acidente em campo de golfe

Verônica Vasque Da redação
Patricia Maione, 46, foi parar na delegacia de Northbridge, em Massachusetts, nos Estados Unidos, na última semana, após ter sofrido um acidente em um campo de golfe ao dirigir embriagada. Em depoimento, a motorista disse aos policiais que foi enganada pelo seu GPS.
Mulher bêbada causa acidente em campo de golfe (Foto: reprodução)Mulher bêbada causa acidente em campo de golfe e culpa GPS (Foto: Reprodução)
De acordo com o diretor da delegacia de Northbridge, Randy Lloyd, Patricia culpou a orientação do GPS por ter dirigido em uma velocidade de 72 km /h e, consequentemente, por ter caído em um buraco no campo de golfe Whitinsville, o qual ela chamou de "milharal".
Patricia Maione (Foto: reprodução)Patricia Maione (Foto: Reprodução)
"Maione declarou que seu GPS lhe orientou a virar à esquerda. E foi a orientação do aparelho que a levou a um 'milharal'. Depois, ela manteve a direção para tentar sair". Ainda segundo o diretor, a motorista acrescentou "não gostar de golfe".

Dentro do carro que Patricia Maione dirigia, um Buick verde, os policiais encontraram um copo, de um lanche do Burger King, com álcool dentro. Após fazer o teste de sobriedade, Patricia admitiu ter bebido metade de uma garrafa de vodka.

No momento do acidente, alguns jogadores estavam praticando golfe no Whitinsville. Segundo os policiais, no entanto, ninguém ficou ferido.

Agora você pode ir à Lua por apenas US$155 milhões

Agora você pode ir à Lua por apenas US$155 milhões 

lua

Por - 25 jun, 2012 - 09:15
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Esta semana, em coisas que não podemos pagar: a empresa privada Excalibur Almaz começou a vender passagens para uma jornada à Lua. Para isso, a empresa comprou várias espaçonaves usadas da Rússia. O que poderia dar errado?
A empresa Excalibur Almaz foi criada por Art Dula, um advogado de patentes americano. Ela fica na Ilha de Man, próximo à Inglaterra, um lugar mais conhecido por corrida de motos que exploração espacial.
A empresa comprou quatro cápsulas reutilizáveis (e usadas) da Soyuz, mais duas estações espaciais Salyut de 29 toneladas. As duas estações vão orbitar ao redor da Lua; a Soyuz leva os viajantes super-ricos para lá, e então se acoplar a uma delas.
Então por US$155 milhões eu só dou uma orbitada e volto para casa? Pois é. Olha, por tanta grana assim (que eu não tenho e nunca terei) eu quero pelo menos andar pela superfície da Lua, onde eu vou sair, correr e chutar rochas lunares para fazer valer meu dinheiro. Essa viagem à Lua deve ser uma das piores em custo-benefício.
Os primeiros voos estão planejados para 2015. A empresa estima que a jornada vai levar seis meses, o que não faz qualquer sentido. De um jeito ou de outro, não consigo pensar em uma forma melhor de gastar uma soma gigante de dinheiro e correr o risco de explodir em um foguete com defeito. Felizmente a tecnologia nos trouxe até este ponto. [Huffington Post e Wall Street Journal]

terça-feira, 12 de junho de 2012

Elize discutiu com marido sobre guarda da filha, afirma advogado

Elize discutiu com marido sobre guarda da filha, afirma advogado

Casal vivia crise conjugal e ela já havia pedido a separação, diz defensor.
Na noite do crime, vítima ameaçou contar que Elize foi garota de programa.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
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 O advogado de Elize Matsunaga, Luciano Santoro, contou nesta sexta-feira (8)  que ela atirou no marido, Marcos Matsunaga, diretor-executivo da empresa Yoki, depois de uma discussão sobre a guarda da filha do casal, que tem 1 ano.
Na quarta-feira (6), Elize confessou à polícia ter matado e esquartejado o executivo dentro do apartamento da família, na Zona Oeste de São Paulo.

O advogado disse que Elize contou para o marido que tinha contratado um detetive particular e que sabia que Marcos tinha uma amante. Segundo o advogado, o marido ficou muito nervoso, deu um tapa em Elize e ameaçou ficar com a guarda da filha, caso eles se separassem.
"Ele falou: 'Eu conheço teu passado. Vou dizer seu passado para a Vara da Família, eu tenho dinheiro e você não tem. Era o caso de ela ter sido garota de programa", disse o advogado de Elize. "Neste momento ela desferiu o tiro e ceifou a vida do Marcos", afirmou.

Elize contou aos advogados detalhes de seu relacionamento com Marcos. Eles se conheceram em 2004, pela internet. Em 2007, foram morar juntos e se casaram em 2009. No ano seguinte ela descobriu que tinha sido traída. Uma nova traição foi motivo da última discussão no apartamento.

O advogado disse ainda que eles viviam uma crise no casamento e que ela já tinha pedido a separação em outras oportunidades. No salão de cabelereiro frequentado por Elize, os funcionários contam que ela chegou chorando e usando óculos escuros quatro dias antes do assassinato.
Nesta segunda-feira (11), a polícia deve voltar  ao local onde encontrou partes do corpo de Marcos, em Cotia, na Grande São Paulo, para tentar localizar as malas que Elize usou para transportar os sacos plásticos com o marido morto.
Filha
A filha do casal Matsunaga estava no apartamento na noite de 19 de maio, quando Marcos foi assassinado. Ela dormia em um dos quartos quando o executivo levou um tiro na cabeça após discutir com sua mulher, a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, segundo confissão dela à polícia. Peritos realizaram uma reconstitução do crime na quarta-feira (6).
A babá havia sido dispensada por Elize horas antes do crime. "A nova babá chegou às 5h e não percebeu nada", afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. Em nenhum momento os vizinhos foram procurados pela bacharel em direito, afirma Carrasco.
A criança acordou por volta das 6h30, segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D'Urso. Neste horário, a nova babá já havia chegado e estava no quarto para cuidar da menina. "No momento em que houve o disparo, estavam os três no apartamento”, disse D’Urso, referindo-se ao casal e à filha.
“Depois que chegou essa babá, na manhã do dia seguinte, é que a Elize foi para o quarto onde estava Marcos [diretor da Yoki]. Foi aí que, até segundo a própria confissão, ela começou o esquartejamento”, disse D'Urso.
A criança ficou com a babá no apartamento durante as 12 horas em que Elize esteve fora do prédio, no dia 20 de maio, afirma o advogado. A bacharel, que também é técnica em enfermagem, saiu levando três malas contendo as partes do corpo do diretor-executivo.
A polícia não divulgou se já colheu o depoimento das duas babás - a que foi dispensada no dia 19 de maio e a que chegou na manhã do dia 20. Nesta quinta-feira (7), ainda de acordo com o advogado D'Urso, a filha do casal estava no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. “Como já houve a perícia, o apartamento foi liberado”, disse. A criança estava no local sob os cuidados de uma tia materna e passava bem.
O advogado afirmou que os familiares de Marcos ainda não pararam para discutir se irão pedir a guarda da criança. Segundo D’Urso, eles estão aguardando o final das investigações policiais para pensar no assunto.
Reconstituição
Após prestar depoimento durante oito horas na sede do DHPP e ter confessado ser autora do homicídio e esquartejamento, Elize foi levada ao edifício onde morava com Marcos e a filha. Ela chegou ao local por volta das 20h55 de quarta-feira (6). Peritos já estavam no apartamento para seguir com o trabalho iniciado na noite de segunda (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para procurar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.
Nova arte Yoki (Foto: G1)
Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.
"Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime", disse Salada.
Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. "Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu", disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.
O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. "Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela", disse Dias.
A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. "É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador", afirmou Dias.
Imagens divulgadas
Polícia Civil divulgou na noite desta quarta as imagens das câmeras de segurança de um prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, que mostram o que aconteceu antes e após a morte do diretor-executivo da Yoki.
As imagens do edifício onde o casal morava mostram Marcos entrando no prédio no dia 19, mas não registram sua saída. No dia seguinte, a gravação mostra Elize saindo do elevador, levando três malas com rodinhas. E mostra também a volta dela, 12 hora depois, sem as malas (confira a cronologia na arte ao lado).
Traição
Durante o interrogatório nesta quarta, que durou cerca de oito horas, Elize disse à polícia que matou o marido com um tiro na cabeça após discutir com ele por causa de uma suposta traição, segundo Carrasco,  diretor do DHPP. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo executivo e que, por isso, atirou.
"Não houve premeditação, houve uma briga”, disse o diretor do DHPP. Questionado sobre o fato de nenhum vizinho ter ouvido o som do disparo, Carrasco respondeu que o apartamento, além de ter uma área grande (é um triplex), tem janelas antirruído.
A Justiça concedeu a prorrogação da prisão de Elize por mais 15 dias. A mulher contou em depoimento que, após atirar no executivo, arrastou o corpo até um quarto, onde usou uma faca de 30 centímetros para esquartejá-lo. “Por ser conhecedora de anatomia humana, por ter feito um curso de enfermagem, ela pegou uma faca e cortou nas juntas, nas cartilagens”, disse Carrasco.
A ausência de sangue, segundo o delegado, deveu-se ao tempo passado entre a morte e o desmembramento. “Ele já estava com rigidez cadavérica. O sangue estava coagulado.” Segundo relato dela à polícia, as partes foram colocadas em três malas e espalhadas em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo.
A pistola usada no crime vai ser periciada e já está com os policiais. Segundo Carrasco, a mulher contou que a arma foi um presente do marido. Ambos praticavam tiro e o empresário tinha uma coleção de armamentos. O delegado acrescentou que Matsunaga, assustado com as notícias de arrastões em condomínios, deixava por precaução armas espalhadas pelo apartamento e que uma delas foi a que o matou.
Em depoimento, Elize disse ter feito tudo sozinha. Para Carrasco, sua versão é convincente. “Não tenho dúvida da autoria nem da materialidade. Acredito que ela agiu sozinha." A babá da filha do casal que havia sido dispensada também deve depor.
Desde o dia em que foi presa, o G1 tenta contato com o advogado de Elize.
Detetive particular
A polícia tenta identificar o detetive particular que foi contratado por Elize para investigar se o excutivo a traía. Ele é procurado para que seja intimado a prestar depoimento sobre seu trabalho. Policiais informaram à equipe de reportagem do G1 que o profissional seguiu o executivo e comprovou a infidelidade dele. Fotos e relatórios sobre três supostas amantes foram enviadas para a bacharel. No computador da vítima, peritos da Polícia Técnico-Científica identificaram acessos a sites de prostituição.
elise yoki (Foto: Nilton Fukuda/AE)Elize no momento em que chegou para depor no DHPP (Foto: Nilton Fukuda/AE)

Elize Matsunaga revela como assassinou e esquartejou marido

Elize Matsunaga revela como assassinou e esquartejou marido

A polícia de São Paulo vai a analisar as informações obtidas na perícia e na reconstituição realizadas no apartamento da viúva do executivo da empresa de alimentos Yoki.

A polícia de São Paulo vai a analisar as informações obtidas na perícia e na reconstituição realizadas no apartamento da viúva do executivo da empresa de alimentos Yoki. Elize Matsunaga revelou detalhes de como assassinou e esquartejou o marido.
As imagens da última vez que a família apareceu reunida mostram Marcos Matsunaga, a mulher com a filha no colo e a babá subindo de elevador. Minutos depois, a babá já havia ido embora, e Marcos aparece sozinho. Diante da câmera, ele aperta o botão para o térreo, chuta a parede do elevador e aparenta nervosismo. Quem ligou para ele no celular, segundo a polícia, foi o pai. Ele nem abre a porta e volta para a cobertura. Instantes depois reaparece no elevador para pegar uma pizza. É a última imagem do empresário vivo.
“Os vizinhos dizem que era um casal normal e que nunca presenciaram desavenças, escândalos no prédio ou coisas do gênero”, declara Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios de São Paulo.
Mas Elize desconfiava do marido e chegou a contratar um detetive. Tudo o que aconteceu com o casal no prédio, dia 19 de maio, foi reconstituído pela perícia. Na noite desta quarta-feira (6), Elize Matsunaga foi levada até o prédio. Um boneco representou Marcos, que ela disse ter assassinado por ciúmes.
“Ela tem um lado da emoção, principalmente quando se fala da preocupação dela com a filha, com o estado da filha, o que dá a entender que a parte importante da vida dela é a filha”, avalia o perito Ricardo Salada.
Na sala, ela mostrou como atirou na cabeça do marido, arrastou o corpo até o quarto de hóspedes, onde foi mantido por dez horas. Depois contou como fez o esquartejamento.
“Falou que arrastou a vítima por um caminho, e tinha sangue exatamente neste caminho”, afirma Ricardo Salada.
O casal tinha um hábito pouco comum: mantinha 30 armas espalhadas pelo apartamento. Algumas potentes, como um fuzil. A pistola do crime estava em uma gaveta na sala. Segundo a polícia, a assassina confessa disse que o casal tinha medo de criminosos.
Na manhã do dia 20, Elize apareceu no elevador. Usou uma das malas para travar a porta e puxou as outras duas para dentro. Ela levava o corpo do marido, diz a polícia. A filha de apenas um ano ficou com outra babá, que entrou de manhã no trabalho. Elise dirigiu por 40 quilômetros e parou em uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo, onde jogou os sacos plásticos com o corpo. Uma testemunha chegou a dizer que viu um motoqueiro no local. Mas, segundo o delegado, ela não soube dizer se a moto acompanhava Elise.
“Ele foi ouvido, mas não acrescentou nada aos fatos”, diz Carrasco.
A polícia quer comprovar que Elize falou a verdade quando confessou que fez tudo sozinha. Os investigadores procuram as malas usadas para transportar o corpo. O rastreamento do celular mostrou que Elize dirigiu mais 140 quilômetros até Capão Bonito, no interior de São Paulo, e disse não se lembrar em que ponto da estrada jogou fora as malas.
A família de Elize, que mora no interior do Paraná, quer ficar com a filha do casal enquanto ela estiver presa.

Assassinato muda rotina de familiares de Elize Matsunaga no Paraná

Assassinato muda rotina de familiares de Elize Matsunaga no Paraná

A repercussão do assassinato do executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, alterou a rotina da família de Elize Matsunaga, 30, em Chopinzinho, cidade com aproximadamente 20 mil habitantes, localizada na região sudoeste do Paraná. Na semana passada, durante interrogatório de quase oito horas no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em meio a uma discussão motivada por ciúmes. Desde então, de acordo com o advogado dos familiares da jovem, Auro Garcia, o assédio da imprensa tem sido constante.
— Descobriram Chopinzinho. A imprensa veio toda para cá. A mudança na rotina foi mais por causa da repercussão.
Garcia destaca que o caso “mexeu com a família”, que é “bastante conservadora”. Segundo ele, a mãe de Elize, Dilta Ramos Araújo, chegou a ser retirada da cidade “para descansar” na segunda-feira (11).
— Ela saiu por causa do problema de saúde. Estão tentando preservá-la.

A previsão era que Dilta — que faz tratamento contra um câncer — retornasse ainda na noite de segunda, conforme o advogado.

Confissão
Na tarde de quarta-feira (6), Elize deixou o DHPP após interrogatório no qual confessou ter matado e esquartejado o marido. Ela disse que atirou em Matsunaga em meio a uma discussão por ciúmes.

Na sequência, ela afirmou que arrastou o corpo do executivo para um quarto do apartamento e somente depois de cerca de dez horas o levou até o banheiro da empregada, onde fez o esquartejamento.

Reconstituição

A polícia realizou uma reconstituição do crime no apartamento em que o casal morava, na noite de quarta. Os trabalhos tiveram início por volta das 21h e se estenderam até a 1h de quinta-feira (7). Os peritos usaram um boneco do tamanho de um adulto para simular o corpo da vítima. Vestígios de sangue foram colhidos nos locais indicados por Elize e o material foi encaminhado ao IC (Instituto de Criminalística) para exames de DNA.

Agora, a polícia aguarda a conclusão dos laudos so IC e do IML (Instituto Médico Legal) para pedir a prisão preventiva de Elise Matsunaga. De acordo com o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP, o caso já está encerrado e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente já foram ouvidas.

Polícia espera laudos para concluir inquérito sobre empresário morto

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou nesta segunda-feira (11) que a polícia aguarda a conclusão dos laudos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal) para pedir a prisão preventiva de Elise Matsunaga. A mulher confessou ter assassinado o marido, Marcos Matsunaga, no dia 19 de maio.
De acordo com o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), responsável pela investigação, o caso já está encerrado e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente já foram ouvidas.


Entre as oitivas estava a da suposta amante de Marcos, motivo da briga entre o casal, que culminou com a morte do executivo. Segundo a SSP, a suposta amante prestou depoimento durante o feriado de Corpus Christi.

Amante
Em depoimento à Polícia Civil, a amante do empresário afirmou que tinha um caso com ele desde o início deste ano. Matsunaga já teria, inclusive, dado um carro de presente para ela. O depoimento foi ouvido na última sexta-feira (8), mas a polícia divulgou as informações apenas nesta segunda-feira.

Elize contratou um detetive para seguir os passos do marido nos 20 dias que antecederam o crime. Foi ele quem levou a polícia até a amante de Matsunaga, uma garota de programa.
Segundo o advogado da suspeita, Luciano Santoro, o detetive que gravou um vídeo onde Matsunaga é flagrado com a amante, também já teria prestado depoimento. Santoro disse que já tem novas estratégias para a defesa, mas que não pode falar sobre elas neste momento.